domingo, 16 de junho de 2013

Sagu de bergamota com farofinha de castanha

Aqui no RS, existem alguns clássicos culinários que é (quase) um insulto mal prepará-los. Isso se aplica claramente ao churrasco, feijão mexido, arroz de carreteiro, arroz de china pobre e também, é claro, ao nosso sagu (tapioca, no restante do Brasil). PORÉM (e sempre tem um porém).... se mesclássemos dois produtos amplamente consumidos nos pampas deste país e que, a princípio, não costumam andar juntos... a tradição estaria sendo ameaçada? o cozinheiro sofreria represálias? Na realidade, essa receita é simplesmente uma pequena e singela brincadeira-homenagem a esta cultura que aprendi a amar desde guri.


Sagu de bergamota com farofinha de castanha
rendimento: 10 porções (120 ml cada)  - tempo de preparo:  20 min (+ tempo de refrigeração) - dificuldade: baixíssima
Ingredientes:
100 g sagu
1,2 l de suco de bergamota
70 g de açúcar
30 g de castanhas assadas


Preparo:
mais simples impossível! Misture o sagu, o açúcar e o suco de bergamota. Cozinhe até as bolotinhas ficarem transparentes. Deixe esfriar e sirva com a castanha.
Bom apetite.

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domingo, 12 de maio de 2013

Caponata

Alegria na mesa.

A caponata me alegra. Isso é um fato. Mas... por quê? Talvez a resposta resida no fato de que ela é colorida, saborosa, tem contraste de texturas, é muito versátil (pode ser um bom acompanhamento, ou mesmo um antepasto), porém, acima de tudo, traz na sua essência o que há de mais elementar e elegante na cozinha: a simplicidade

É simples, pois não requer ingredientes sofisticados, caros, inacessíveis, mas sim elementos que você pode encontrar em qualquer feira de bairro. Não acredita? Confira então a receita abaixo, faça-a e deixe-se encantar por essa singela e deliciosa homenagem italiana ao paladar.

Caponata:
tempo de preparo: 30 min  - dificuldade: baixa

Ingredientes:
2 berinjelas médias
½ pimentão amarelo
½ pimentão vermelho
1 cebola roxa
Azeitonas pretas descaroçadas
Uvas-passas
1 cálice de vinho branco seco
3 colheres (sopa) de vinagre (melhor se balsâmico)
Castanhas, alcaparras e manjericão a gosto
Azeite de oliva
Sal e pimenta a gosto


Preparo:
Hidrate as uvas-passas no vinho e reserve. Corte todos os vegetais em tiras finas e refogue-os em azeite de oliva. Pique grosseiramente as castanhas e doure-as no forno. Por fim, junte todos os ingredientes e pronto. Simples assim!

OBS.: Se necessário, corrija a acidez da caponata com açúcar.
OBS. 2: sugiro servir com torradas ou bruschettas.
OBS. 3: A caponata fica mais saborosa se servida no dia seguinte. O problema é conseguir segurar-se e não comer tudo após o preparo!!!! brincadeirinha com fundo de verdade...

Bom apetite.

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domingo, 21 de abril de 2013

Panna cotta ao coulis de caqui e canela com praliné de castanha

Confesso que não sou um grande fã aos doces. Gosto, porém sem exageros. Esta restrição deve-se ao fato de que o universo dos doces é bem mais delicado do que parece. Explico... quantas vezes você já comeu uma sobremesa deliciosa, no entanto, estava absurdamente doce. Tinha tanto açúcar que a insulina era submetida a um trabalho hercúleo. Por outro lado, sobremesas que não cumpriam o seu papel básico: ser doce.

Tentando equilibrar-se entre estes dois mundos, estão as sobremesas que satisfazem a gula por doce e encerram a refeição sublimemente. Também, essas mesmas sobremesas caracterizam-se não pelo excesso, nem pela falta de açúcar, mas sim pelo equilíbrio

Um bom exemplo de equilíbrio é a receita de hoje, uma panna cotta realçada por um coulis de caqui e canela sobre praliné de castanha, nem doce a mais nem a menos.

Panna cotta ao coulis de caqui e canela com praliné de castanha
Rendimento: 2 porções - tempo de preparo: 20 min (mais tempo de refrigerador) - dificuldade: baixa

Ingredientes:
300 ml de creme de leite fresco (não use o de caixa ou de lata - não dá certo).
130 g de açúcar refinado.
4 g de gelatina em pó.
baunilha (usei essência, mas com a fava fica muito melhor).
2 caquis macios (use o caqui comum, não o chocolate).
20 g de castanhas do pará finamente picada.
canela em casca.



Preparo:
Para o coulis de caqui e canela: esprema os dois caquis em uma panela com 30 g de açúcar e a canela em casca. Adicione um pouco de água e cozinhe até formar um creme espesso. Coe, descarte o resíduo e mantenha o creme sob refrigeração.

Para o praliné: faça um caramelo escuro (cuidado para não queimar o açúcar e/ou se queimar - lembre-se: estamos trabalhando com altas temperaturas!) com 30 gr de açúcar. Desligue o fogo, incorpore a castanha e mexa até misturar tudo muito bem. Verta a mistura de caramelo e castanha em uma superfície e aguarde esfriar. Com o cabo da faca, quebre o caramelo até formar uma farofa. reserve.

Para a panna cotta: cozinhe o creme de leite, a baunilha e o açúcar. Aguarde até amornar (aproximadamente 50-60ºC) e dissolva a gelatina em um pouco água fria, aqueça-a no microondas e agregue à panna cotta. Enforme o líquido e leve à refrigeração. 

Ao final, desenforme a sua panna cotta, monte o prato e bom apetite.

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sábado, 16 de março de 2013

Risoto de beterraba e gorgonzola

Simples, diferente e delicioso.


Fazer risotos é uma tarefa uma tanto mecânica. É só seguir os passos e voilà. Há quem diga que não tem muito a se fazer nessa estrutura engessada que a preparação do risoto, certo? Errado! Cozinhar é isso. Encontrar formas diferentes para fazer o mesmo e, em conseqüência, descobrir novos sabores no cotidiano. A receita de hoje ilustra bem isso, pois o risoto é feito a partir do suco da beterraba – em substituição ao caldo (de legumes, por exemplo) – que generosamente nos fornece uma cor espetacular e, também, um suave tom de doçura, resultando em uma contraste delicioso com o gorgonzola.


Risoto de beterraba e gorgonzola.
rendimento: 4 porções - tempo de preparo 30 min - dificuldade: baixa

ingredientes:
300 g de arroz arbóreo
1,2 litros de suco de beterraba (OBS1)
1 cebola (média) finamente picada
150 g de manteiga sem sal
150 ml de vinho branco
50 de parmesão
200 g de gorgonzola


Preparo:
Refogue a cebola em um pouco de manteiga (aprox. 50g) até ficar transparente. Agregue o arroz e refogue-o rapidamente. Após, junte o vinho branco (SEMPRE mexendo o arroz até que o risoto esteja pronto – OBS2) e deixe-o até evaporar completamente. Verta, aos poucos, o suco de beterraba (deve estar quente) e mexa até o ponto desejado do arroz. Finalize com o parmesão, a manteiga e gorgonzola.

Bom apetite.

OBS 1 – Acredito que para você, da mesma forma que para mim, encontrar suco de beterraba não seja uma tarefa fácil. Dessa forma, faça o seu próprio suco, liquidificando a beterraba e coando-a. O líquido, além de saboroso e nutritivo, é natural e ainda dá uma linda cor ao prato.

OBS 2 – nesta observação quero levantar dois pontos, sendo:
1.O perfume do vinho evaporando é simplesmente maravilhoso e é, em minha opinião, o segundo melhor momento do risoto, só ficando atrás da degustação.
2. Deve-se mexer o arroz até o final do processo para que o grão libere amido e, assim, inicie o processo de cremosidade do risoto. 

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segunda-feira, 11 de março de 2013

Magret de pato com geleia de pimenta acompanhado de pure de parmesão

Exagero? não! apenas uma licença...

Sei que não é o melhor exemplo de comportamento, porém esbaldar-se às vezes faz até bem. Dentro dessa proposta, a receita de hoje é uma belíssima opção para "perder a cabeça". O sabor e a suculência do peito de pato regado por uma doce e levemente picante geleia de pimenta e, por fim, acompanhado de um pungente pure de parmesão formam uma combinação perfeita e deliciosa.

Magret de pato com geleia de pimenta acompanhado de pure de parmesão.
rendimento: 2 porções - tempo de preparo: 30 min - dificuldade: média.

Ingredientes:
1 peito de pato
geleia de pimenta
50 g de parmesão
250 g de batata
1 colher de sopa de manteiga
quantidade necessária de leite
sal, pimenta e ervas (usei tomilho)

Preparo:
Faça cortes superficiais na pele do peito, tempere o peito de pato com sal, pimenta, ervas e deixe-o descansar, em refrigeração, por 15 a 20 min. 


Enquanto o peito descansa, cozinhe as batatas e esprema-as com a manteiga. Retorne o pure de batata ao fogo e agregue o parmesão e um pouco de leite (se você quiser um pure bem liso - sem grumos - você deve processar o creme). 


Grelhe o peito, primeiramente, com o lado da gordura virada para baixo (em contato com panela) e, após, todos os lados. Importante: não deixe a carne passar do ponto, pois a carne de pato atinge o seu melhor momento estando ao ponto ou mesmo mal-passada.


Feito isso, fatie o peite e disponha as fatias sobre o pure de parmesão. Agregue a geleia de pimenta e esbalde-se!



Bom apetite.

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